Entrevista: Filipe Duarte Conta Sua Trajetória na Música

Entrevista: Filipe Duarte Conta Sua Trajetória na Música

Entrevista: Filipe Duarte Conta Sua Trajetória na Música
Entrevista: Filipe Duarte Conta Sua Trajetória na Música

 

Revelado pelo extinto Br’oz e à frente do grupo Os Travessos desde 2006, o brasiliense Filipe Duarte conta a trajetória na música, o fim inesperado da Boy band e a volta de Rodriguinho para Os Travessos.

Sobre o fim do Br’oz, o cantor conta que não teve nem a oportunidade de comunicar aos fãs o término da banda. “Nos deram um prazo pra encerrarmos a tour sem que pudéssemos dizer isso pra ninguém”.

A volta de Rodriguinho em 2014, Filipe se mostrou surpreso, mas bastante satisfeito: “Foi inesperado pra nós e pra ele também. Jamais imaginei que isso pudesse acontecer…”

Leia a entrevista na íntegra:

 

G1Música: Conta um pouco de sua carreira e início na música. Como foi o processo para entrar no Br’oz?

Filipe Duarte: Comecei a cantar em bares e boates de Brasília, minha cidade natal, aos 16 anos. O repertório sempre foi o Pagode. Comecei a tocar nas aberturas dos shows nacionais de samba que existiam por lá entre eles, Os Travessos, grupo do qual hoje, coincidentemente, faço parte.

Aos 23 anos, por puro desencargo de consciência, me aventurei a participar do reality show que deu origem ao Grupo Br’oZ. Ali minha vida mudou de verdade. O Pop era um estilo musical que eu pouco conhecia, me adaptei com muito custo para poder integrar a banda. Foi realmente surreal ganhar o concurso ao lado dos meus amigos. Uma grande vitória pessoal e profissional.


 

G1Música: Existe um motivo para fim do grupo Br’oz? Por que terminou?

Filipe Duarte: Os motivos que levaram ao fim do Br’oZ foram diversos. Posso citar o momento delicado do mercado de discos e o fato de que as pessoas que tomavam conta da nossa carreira não acreditarem no futuro da banda. Confesso que acho absurda a forma como foi nos passado, como nos pediram pra lidar com isso perante os fãs, contratantes e mídia em geral. Nos deram um prazo pra encerrarmos a tour sem que pudéssemos dizer isso pra ninguém (pelo contrário: éramos instruídos a dizer que estávamos com projetos futuros, escolhendo repertório novo. Uma falta de respeito com a gente e com quem acompanhava o nosso trabalho). Fomos impedidos de usar o nosso próprio nome enquanto banda, de cantar o nosso próprio repertório em TV’s e ameaçados de processo caso não seguíssemos o que nos impuseram. Ser tratado como um mero produto por gente que ganhou dinheiro com o seu talento? Ok. Isso é um dos lados do nosso mercado musical. Mas de tudo temos que tirar uma lição e o que eu passei me abriu os olhos pra muita coisa.


 

G1Música: Ainda tem contato com os ex-integrantes do Br’oz?

Filipe Duarte: Tenho contato diário com eles através das redes sociais. Nos vemos sempre que podemos ou quando um está fazendo show na cidade do outro. Levarei eles sempre no meu coração. Dou muito valor a tudo que passamos juntos, as vitórias e derrotas. Os acertos e os erros. Fico feliz que o mais importante disso tudo (nossa amizade) tenha permanecido.


 

G1Música: Qual foi o melhor momento da carreira, no Br’oz ou Os Travessos?

Filipe Duarte: Com o Br’oz e com Os Travessos vivi momentos diferentes. No Br’oz tudo era novidade, mágico e tinha um gosto especial, foram dois anos intensos. Com Os Travessos vivi a reconstrução da carreira, da auto-estima, auto-afirmação com o disco “DIVIDIDO” em 2011 e tudo que passei pra chegar até aqui. Já vou pra 10 anos à frente dos vocais da banda e pra mim é uma honra cantar um repertório do qual sempre fui fã. Fora a felicidade ver minhas músicas sendo gravadas por nós e por outros artistas que também admiro, como o Thiaguinho ( Já Tentei / Até Ver Você / Será Que É Amor / Sem Você a Vida é Tão Sem Graça/ Hey Mundo). O que vivo hoje em OS TRAVESSOS é mais forte e grandioso porque pude mostrar meu lado cantor, compositor, arranjador e produtor, de uma forma mais ativa diferentemente da época do Br’oZ.


 

os travessos

G1Música: Sobre a volta de Rodriguinho para Os Travessos. O grupo esperava, ou foi pego de surpresa?

Filipe Duarte: Quando veio à tona o assunto da “volta do Rodrigo” estávamos focados num novo disco. Foi inesperado pra nós e pra ele também. Jamais imaginei que isso pudesse acontecer, porque as duas carreiras já andavam de formas positivas. Já tínhamos conquistados novos fãs, com um repertório novo e um som muito particular. Mas ter o Rodrigo de novo conosco veio somar ainda mais nesse processo. O fato de nos reencontrarmos e, de cara, já lançarmos um disco de inéditas é prova disso. Nos unimos pra falar de futuro, olhar pra frente, não pra uma tour comemorativa ou algo parecido. Além de enriquecer nosso som com duas vozes competentes, dois compositores e a experiência que todos esses anos de carreira nos deram. Quem ganha com tudo isso, além de OS TRAVESSOS, são os nosso fãs.


 

G1Música: Você tem muitas músicas de sucesso gravadas por outros artistas. Como é o seu processo na hora de compor?

Filipe Duarte: Meu jeito de compor é espontâneo, vem sem hora e nem lugar. Falo do que vejo, do que ouço, do sinto… Raramente sobre o que eu já vivi ou passei. Isso até me atrapalha quando me pedem pra escrever sobre algo muito específico.


 

G1Música: Qual sua ligação com Salvador?

Filipe Duarte: Tenho uma ligação muito forte com Salvador. A família do meu pai é baiana e cresci veraneando na cidade. Amo a cultura, o astral do povo, a música, o carnaval… Tenho parentes e amigos espalhados pela cidade e vou pra Salvador sempre que posso. É um dos meus locais favoritos!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *