Compositor Baiano Estourado em Sergipe

Compositor Baiano Estourado em Sergipe

Jurandhyr Compositor! É com esse nome artístico que o alagoiense ficou conhecido na Bahia e Sergipe. Depois de ralar muito, e ter mais de 3 mil músicas registradas, Judandhyr virou referência quando o assunto é Forró e Arrocha no Nordeste.

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G1Música: Como descobriu que tinha talento para compor? 

Jurandhyr Compositor: A música na minha vida é uma herança da família e considero como um dom que Deus me deu. Descobri essa paixão, ainda pequeno.

Eu nasci dentro de um terreiro! Meus pais eram donos de um terreiro de Camdoblé em Alagoinhas.  Acompanhava os cantos, aprendi tocar atabaque ainda pequenininho e ficava observando aquela energia, até eles desativarem para seguir outro caminho. Quando fechou eu tinha uns 6 anos de idade.

Aquela atmosfera marcou a minha vida de tal forma, que comecei a compor. Tive música gravada pela primeira vez aos 10 anos de idade. Na verdade foi um jingle para um candidato a vereador de Alagoinhas. Deu tão certo que ele até ganhou (risos).

Então comecei a compor sem parar. Escrevia de tal forma que se tornou um vício. Naquele momento já sabia que queria ser compositor.


 

G1Música: Como foi a trajetória até chegar em Aracaju?

Jurandhyr Compositor: Sempre compondo, mostrando meus trabalhos e com muita batalha. Com 16 anos, ainda em Alagoinhas, ingressei no Hip Hop e passei dois anos a frente do movimento na cidade. Assim, fui ganhando notoriedade até receber convites de compor para outras bandas. Comecei a compor Forró e as bandas do estilo começaram a me procurar muito. Percebi que Alagoinhas foi ficando pequena pra mim e então tive a ideia de buscar algo maior em Sergipe, já que lá o estilo é mais forte. Isso em 2009.


 

G1Música: E quando chegou em Sergipe…

Jurandhyr Compositor: Rapaz, foi um pouco difícil a adaptação. Mostrei meu trabalho para a banda de Forró Seeway, por intermédio de Val (baterista) que gravaram a música “Muvucão” e “Maluco de Amor”. Assim começou o meu primeiro sucesso na cidade. De lá pra cá, a banda emplacou muitos sucessos da minha autoria.


 

G1Música: Quem mais gravou suas músicas?

Jurandhyr Compositor: Daniel Diau, Malla 100 Alça, Cavaleiros do Forró, Calcinha Preta, Mulheres Perdidas, Márcia Felipe e os convites não param de chegar. Hoje graças a Deus me tornei referência no estilo. Qualquer pessoa que chega aqui em Aracaju e pergunta sobre compositores, vão citar eu e meu parceiro Beto Caju.


 

G1Música: De onde vem inspiração para as composições?

Jurandhyr Compositor: Você chega numa balada e vê as meninas de shortinho, de relógio de ouro, batons coloridos… Pego esse tipo de assunto. O cotidiano, as modas do povo e principalmente ouvir histórias de amores não correspondidos das pessoas. Deve ser por isso que as pessoas gostam das letras porque gosto de me manter atualizado.


 

G1Música: Você contabiliza suas músicas?

Jurandhyr Compositor: Sim. Tenho umas 3 mil músicas registradas e 76 gravadas. Afinal de contas, são 21 anos compondo sem parar. (risos)

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