Alex Max do Saiddy Bamba: “A Crise não é só na Axé Music. É no País Inteiro”

Alex Max do Saiddy Bamba: “A Crise não é só na Axé Music. É no País Inteiro”

Com 15 anos de carreira completados em 2015, Alex Max do Saiddy Bamba comemora com muito bom humor e faz planos para gravação de DVD e CD comemorativo.

Depois da ascensão em 2012, quando a banda conseguiu estourar de ponta a ponta um CD de trabalho, Saiddy Bamba volta a ser notícia nacional com uma música na trilha sonora da série Mister Brau, protagonizada por Lázaro Ramos e Taís Araújo.

Diferente de muitos artistas baianos, que nunca admitem que o Axé está sim em crise, Alex dá sua opinião. “A crise não é do Axé nem do pagode. É uma crise que o país está enfrentando…”.

O cantor começou na música ainda adolescente tocando Axé e naquela época, o Pagode Suingueira ainda nem existia. “Comecei tocando percussão em bandas de axé e na minha época não existia esse movimento do pagode…

saiddysamba

Leia a entrevista na íntegra!

 

G1Música: Como começou sua história com a música?

Alex Max: Música é coisa de Deus. Eu gosto desde criança e sempre tive o dom da música em minha vida.

Com 15 anos, comecei a tocar percussão em bandas de axé e na minha época não existia esse movimento do pagode. E sempre na hora da “bagunça”, nas brincadeiras, além de tocar eu cantava. Até que um dia um dos cantores de banda onde eu tocava me disse pra desenvolver isso. Foi aí que comecei a cantar mesmo, aos 20 anos.

Depois veio aquele boom do pagode suingueira e me apaixonei pelo ritmo e até hoje sou um representante.


 

G1Música: Saiu do Coisa de Bamba e montou o Saiddy Bamba e são nomes parecidos. O que significa cada nome?

Alex Max: “Bamba” é aquele mito da música citada em letras de grandes artistas (“o meu anel de bamba entrego a quem mereça usar”). O bamba veio daí. A banda ‘Coisa de Bamba’ era uma brincadeira dos amigos.

Logo depois, quando alguns resolveram partir para outro segmento, chegamos à conclusão que teríamos que mudar o nome e pensamos em Saiddy Bamba.

Saiddy é o nome de uma das caixas de som que servem para termos retorno do áudio no palco. Daí veio a ideia.


 

G1Música: Vocês “estouraram” de ponta a ponta o disco “Sim, não” em 2012. Ter várias músicas de vez prejudicou a carreira da banda depois?

Alex Max: Jamais! A gente continua com o mesmo caminho que começou há 15 anos. Fazendo música pra dançar, com aquela irreverência bacana e pensando em nosso público. 2012 foi um ano especial para a gente, pelo crescimento nacional.


 

G1Música: Sobre a música na trilha de Mr. Brau. Vocês sabiam ou foi surpresa?

Alex Max: Foi uma surpresa maravilhosa! A gente estava em reunião no escritório e quando saímos, já tarde, meu celular não parou de receber alertas de mensagem, de Whatsapp. Me ligaram pra dizer que a música estava no programa e foi sensacional!


 

G1Música: Show mais marcante da carreira.

Alex Max: Eu diria que temos dois momentos que me marcaram nesses 15 anos de Saiddy. O primeiro foi bem no comecinho, quando estouramos a música “Metralhada” e, no Carnaval, bem na Barra em pleno sábado, começamos a tocar essa música e eu não cantava. O povo cantava por mim e eu só fazia chorar de emoção.

O outro foi em 2012, quando recebemos o convite de nossa rainha Ivete Sangalo pra tocar “Sim Sim Sim, Não Não Não” no Festival de Verão, em Salvador, no palco principal! Foi de arrepiar!


 

G1Música: Quais suas referências musicais?

Alex Max: Eu sou bem eclético. De pequeno, fui influenciado por meu pai, que sempre ouviu muita MPB, especialmente Bethânia. Gosto muito de Alcione e de Gonzaguinha.

O samba de raiz também é uma referência forte minha. Mas ouço de tudo um pouco mesmo. Sempre fui fã do Axé da Bahia, desde criança. Ouço Djavan, Ed Mota, Jorge Vercillo e outros.


 

G1Música: Sobre as letras de duplo sentido. Como você encara os julgamentos?

Alex Max: Eu não gosto muito de me envolver nessas questões. Sempre evito polêmicas. A música que a gente faz prioriza a melodia, a coreografia. A gente se preocupa muito em coreografar, porque assim agrada mais as crianças também.


 

G1Música: O Axé e Pagode baiano entrou numa crise nos seus últimos 3 anos. O que vcs têm feito para tentar mudar este cenário?

Alex Max: A crise não é do Axé nem do pagode. É uma crise que o país está enfrentando e tem se refletido nos gastos pessoais dos cidadãos. E sabemos que uma das coisas que as pessoas cortam primeiro é o entretenimento.

Te digo que, de nossa parte, não temos deixado de trabalhar para sempre ter músicas atuais, discos novos, novidades para os fãs. Temos tocado quase todos os finais de semana.


 

G1Música: Projetos do Saiddy Bamba para 2016?

Alex Max: Estamos completando 15 anos em 2015. Nossos projetos para o verão 2016 são um DVD comemorativo, além de um novo disco e ensaios. Tudo com aquela energia irreverente que o Saiddy Bamba virou marca!

One Comment

  1. Ser uma festa linda e quero contar com a presen a de todos os nossos f s. Vamos recordar antigos sucessos e lan ar novos al m de recordar a m sica que emplacamos no ver o passado e segue em alta”, convida Alex Max, vocalista da banda Saiddy Bamba. Os ingressos para pista, rea vip ou camarote j est o sendo vendidos nas Lojas Imperador, Lojas Ipanema, Churrascaria Dom Pedro I, Bar Amanda e Central do Samba.

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